Duas mulheres, com idades entre 19 e 22 anos, foram detidas pela Polícia Civil em Goiânia, entre os dias 21 e 22 de agosto, sob a suspeita de aplicar o chamado 'golpe do falso emprego' em cinco vítimas no Espírito Santo e em Goiás, mediante a obtenção fraudulenta de biometrias faciais durante simulacros de entrevistas de trabalho.
Contexto e Mecanismo do Fraude
As investigadas teriam conduzido falsas entrevistas de emprego, nas quais coletavam dados biométricos faciais das vítimas, incluindo impressões faciais e informações veiculares, como o registro de um suposto contrato com uma BMW, para gerar contratos fraudulentos que vinculavam as vítimas a dívidas falsas na ordem de R$ 247 mil.
Antecedentes indicam que o esquema operava por meio da simulação de processos seletivos, utilizando documentos falsificados e identidades simuladas para obter vantagens financeiras indevidas, configurando crime organizado segundo a tipificação do Código Penal brasileiro.
O golpe defraudou as vítimas de R$ 247 mil por meio de contratos falsos e registros veiculares fraudulentos.
Repercussão e Desdobramentos Jurídicos
A Polícia Civil destacou que as apurações seguem com foco na identificação de coautores e na análise de possíveis redes de apoio que auxiliaram na estruturação do plano, com possibilidade de expansão para outras unidades federativas.
Especialistas em direito penal alertam para a tipificação qualificada do crime como estelionato majoritário e fraude documental, com penas que podem chegar a 12 anos de reclusão e multa.



