Na madrugada de 12 de agosto de 2024, por volta das 22h26, Cláudio Rafael Landeiro, ciclista de 37 anos, foi fatalmente espancado na Rua Felipe de O liveira, em Copacabana, após ser confundido com um ladrão e ter sua bicicleta dobrável, emprestada de sua irmã, tomada à força por um segurança de restaurante e acompanhado por três motoboys que o cercaram e o agrediram com pauladas.
Investigação Policial e Apuração dos Fatos
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) ouviu, na terça-feira (25/8), cinco testemunhas envolvidas no espancamento que resultou na morte do ciclista, conforme informou o delegado responsável pela investigação, Ângelo Lages. O s depoimentos recolhidos buscam esclarecer os momentos em que a abordagem inicial — realizada por um segurança que questionou a procedência da bicicleta — desencadeou uma perseguição que culminou na identificação equivocada da vítima como suspeita de furto.
O caso ocorreu após Cláudio Rafael sair de seu prédio às 22h26, conduzindo a bicicleta dobrável emprestada pela irmã Nathalia, com quem mantinha histórico de dificuldades para articular situações cotidianas devido a transtornos cognitivos que vinham sendo acompanhados por familiares e cuidadores.
O segurança do restaurante da região suspeitou que o veículo fosse roubado após a resposta imprecisa do ciclista, iniciando uma ação física que contou com apoio imediato de três entregadores que estavam nas imediações. A agressão se configurou como uso excessivo da força, culminando em 63 pauladas desferidas em nove minutos.
O crime resultou em 63 pauladas desferidas em nove minutos, levando à morte imediata de Cláudio Rafael Landeiro.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A PCERJ confirmou que o segurança identificado como autor material da agressão foi preso preventivamente pela Polícia Civil, sob suspeita de homicídio qualificado agravado e lesão corporal grave seguida de morte, conforme decretado pelo delegado Ângelo Lages durante os procedimentos investigativos formais.
O caso já mobiliza discussões sobre os limites do uso da força por seguranças privados e a necessidade de protocolos claros para abordagens em via pública, enquanto o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro aguarda laudo pericial para definir as imputações criminais definitivas.



