O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) visitou, na manhã de quinta-feira (22/10), o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília (DF), no condomínio Solar de Brasília, localizado no Jardim Botânico, onde o ex-mandatário cumpre prisão domiciliar antes das 8h (horário de Brasília). A visita, que durou aproximadamente uma hora, foi acompanhada por vigilância e não gerou declarações públicas do senador ao sair do local.
Contexto Institucional e Histórico da Visita
A apuração jornalística confirmou que a visita ocorreu em total sigilo institucional, sem registro de imprensa ou declarações oficiais do candidato, após uma série de restrições impostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou um período de 90 dias sem visitas ao ex-presidente. A ação foi motivada por decisões judiciais que consideram a manutenção da prisão domiciliar como medida cautelar em razão dos processos penais em curso contra Jair Bolsonaro.
Antecedentes revelam que esta é a terceira reunião entre os filhos do ex-presidente desde o término do intervalo determinado pelo STF, com o primeiro encontro ocorrido após 90 dias de afastamento. Jair Bolsonaro encontra-se sob medida de prisão preventiva preventiva desde agosto de 2023, após condenação em 2025 pelo STF por tentativa de golpe de Estado, com pena de 27 anos e 3 meses de reclusão.
A visita ocorreu exatamente 48 horas antes do último debate presidencial com Lula da Silva, marcando um momento estratégico para alinhamento político familiar.
Repercussão Jurídica e Cenários Eleitorais
A ausência de declaração pública por parte de Flávio Bolsonaro após a visita reforça o caráter reservado da interação, em conformidade com as restrições legais impostas ao ex-presidente e aos ativos políticos em processo eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém monitoramento rigoroso sobre atos que possam configurar influência indevida no pleito.
Com o segundo turno das eleições a apenas três dias, a movimentação familiar ganha dimensão política estratégica, enquanto o confronto direto com Lula na TV na sexta-feira (23/10) se apresenta como ponto decisivo para a orientação dos eleitores remanescentes.



