O contrato futuro do açúcar para entrega em março fechou a sessão de sexta-feira (30) negociado a 19,36 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, com desvalorização diária de 0,56%. Segundo a análise da Barchart, o recuo ocorreu após os preços atingirem, na quinta-feira, a máxima das últimas quatro sessões.
O mercado repercutiu dados de exportações do Brasil que indicaram desaceleração no processamento da cana-de-açúcar na primeira quinzena de outubro. As usinas brasileiras moeram 32 milhões de toneladas de cana, uma queda de 18% em relação às 39 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo do ano passado. A produção de açúcar também recuou, somando 2,15 milhões de toneladas, volume 23% inferior ao observado na primeira metade de outubro de 2025.
As condições climáticas seguem no radar dos investidores. Chuvas persistentes associadas ao fenômeno El Niño interromperam a colheita e atrasaram as operações de moagem nas regiões produtoras do Brasil. A StoneX informou que as previsões meteorológicas para os próximos sete dias indicavam a continuidade das dificuldades operacionais nas usinas.
Além dos fatores produtivos e climáticos, o comportamento do real frente ao dólar influenciou as cotações. De acordo com a Barchart, a moeda brasileira chegou a acumular desvalorização de 8% na semana, e a recuperação parcial do câmbio não foi suficiente para reverter as perdas.



