No dia 5 de outubro, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio da esposa soldado Gisele Alves Santana, afirmou à Corregedoria da Polícia Militar que o vídeo no qual aparece apontando uma arma para a cabeça teria sido gerado por inteligência artificial, após perícia da Polícia Científica descartar a hipótese de suicídio e confirmar a participação de uma segunda pessoa no crime.
Contexto Institucional e Histórico do Interrogatório e da Investigação
O depoimento, realizado por videoconferência no âmbito da investigação disciplinar conduzida pela Corregedoria da PM, ocorreu após três adiamentos consecutivos do interrogatório criminal do coronel, que aguarda julgamento no Conselho de Justificação Militar enquanto responde em liberdade condicional.
As circunstâncias do caso permanecem sob intenso exame, já que o laudo complementar da Polícia Científica contradiz a versão oficial do réu, ao apontar incompatibilidades materiais nos vestígios e indicar a intervenção de terceiros, fato que reforça a suspeita de feminicídio pré-meditado.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto nega envolvimento direto no crime e atribui o vídeo incriminador à manipulação por inteligência artificial.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Processuais
A defesa do coronel sustenta que as marcas encontradas na cena do crime foram inseridas por seu advogado no necrotério, alegando que Gisele teria se suicidado após o término do relacionamento, embora a perícia contradiga essa teoria e mantenha a versão de homicídio.
A expectativa é que o desfecho do Conselho de Justificação Militar, cuja decisão será submetida ao Tribunal de Justiça Militar, determine não apenas a manutenção ou perda da patente militar, mas também impacte diretamente o curso do processo criminal em curso na esfera comum.
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