Pedro Cruz Filho, servidor do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) e principal investigado no esquema fraudulento de transferências de veículos que movimentou cerca de R$ 1 milhão, continua foragido após a deflagração da O peração Deflagrada em maio deste ano, que apurou cobrança de R$ 2 mil por transferência ilícita e envolvimento de servidores públicos que abusavam de acesso indevido ao sistema Getran.
Contexto Institucional e Procedimentos Investigativos
A investigação conduzida pela 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) revelou que o servidor Pedro Cruz Filho, em conjunto com o colega Alexandre Macedo da Rosa e a esposa dele, Shana Rodrigues Macedo, utilizava credenciais autorizadas para acessar e modificar o sistema Getran, efetuando transferências fraudulentas sem a documentação exigida ou com documentos adulterados, enquanto terceiros como Caio Raffael de Jesus Leite Furtado e Huggo Luciano recebiam acesso para assinar as Autorizações de Transferência de Propriedade de Veículo (ATPV).
As apurações policiais indicam que os valores arrecadados eram depositados na conta bancária de Shana Rodrigues Macedo, com a finalidade de financiar atividades ilícitas, enquanto os suspeitos respondem a processos por estelionato em Luziânia e Ceilândia, crime contra a fé pública e são acusados de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, conforme denúncia apresentada ao Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT).
O esquema fraudulento movimentou aproximadamente R$ 1 milhão por meio da cobrança ilegal de R$ 2 mil por transferência não autorizada.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Processuais
A defesa de Pedro Cruz Filho sustenta que sua prisão preventiva é injustificada devido à idade avançada e ao quadro clínico delicado do despachante do Detran-DF, tendo já manifestado a intenção de colaborar com as autoridades mediante negociação com o Ministério Público do DF e dos Territórios (MPDFT) para obter condições mais brandas.
Com base nos mandados de prisão expedidos pela Justiça, Pedro Cruz Filho permanece foragido enquanto não comparecer à autoridade competente, sendo alvo também de investigações paralelas na 23ª Delegacia de Polícia (P Sul) em Ceilândia e no Tribunal de Justiça do DF, onde responde por estelionato e crime contra a fé pública relacionado à falsificação de selo público.



