Tarcísio Gomes de Freitas, aos 51 anos, construiu uma carreira passando pela Academia Militar das Agulhas Negras, pelo Instituto Militar de Engenharia, pela Consultora Legislativa da Câmara e pelo Ministério da Infraestrutura. Apesar de ser carioca, foi eleito governador de São Paulo e reconduzido ao Palácio Bandeirantes no primeiro turno, ampliando seu protagonismo na política brasileira.
A coluna aponta que Flávio Bolsonaro, ao não compreender sua posição como principal líder da oposição após a derrota eleitoral, desperdiçou a oportunidade de comandar um bloco numeroso. Seu partido elegeu 29 senadores, 121 deputados federais e seis governadores estaduais, além de manter o apoio de milhões de eleitores.
Em vez de assumir a liderança da oposição, Flávio viajou para Disneylândia e se alinhou a Donald Trump. Publicou cartas de Miami tentando se apresentar como exilado político perseguido por uma suposta ditadura no Brasil, embora tenha concorrido em eleição livre, não haja ordem de prisão contra ele e seus familiares tenham sido eleitos para cargos no Legislativo.
O texto compara a reação de Flávio à renúncia de Jânio Quadros, destacando que o ex-presidente era culto e viajou em cargueiro para o exílio, enquanto o senador usou jato privado exclusivo. O suposto apoio de Javier Milei e Daniel Noboa é descrito como deboche à política latino-americana.
A crise no Supremo Tribunal Federal é apontada como um assunto sério que governo e oposição precisarão tratar. Flávio Bolsonaro mantém o cargo de senador até janeiro de 2027 e legou a Rogério Marinho e Teresa Cristina a responsabilidade de conduzir o enfrentamento no Congresso.
A retirada do passaporte do senador pelo ministro Alexandre de Moraes antecipou a crise política brasileira antes da posse dos novos parlamentares. O presidente Lula, reeleito aos 81 anos, deverá montar um governo mais centrado, com objetivos definidos e obras importantes.



