O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, criticou duramente a condução de André Mendonça nas investigações que culminaram na Petição 16662, alegando que o relatório foi elaborado apenas durante o período eleitoral, apesar de as informações já estarem disponíveis desde o início de março; ao mesmo tempo, questionou a origem dos vazamentos de dados sigilosos, citando como possíveis fontes a Polícia Federal, o gabinete do relator e estruturas internas do STF, enquanto Alexandre de Moraes havia acusado Mendonça de conduzir "investigação fraudulenta" em sessão anterior.
Contexto Institucional e Histórico da Apuração e Crítica Judicial
Gilmar Mendes destacou que as informações utilizadas na investigação já estavam em posse do Ministério Público e da Polícia Federal desde o início de março, mas que a produção do relatório foi postergada até a proximidade das eleições, fato que configura possível manipulação política por parte do relator, segundo sua avaliação; o decano enfatizou ainda que a retirada prematura do sigilo do documento, antes da análise definitiva pelo Plenário, poderia gerar pressão pública indevida sobre os ministros e comprometer a imparcialidade do processo.
A apreensão de documentos sigilosos e a subsequente abertura de inquérito pela Polícia Federal, conforme informado por André Mendonça, visam apurar a origem das informações vazadas, enquanto Alexandre de Moraes já havia acusado o relator de conduzir uma investigação fraudulenta, acusação repudiada por Mendonça, que afirmou estar sendo acompanhado rigorosamente por investigações policiais formais.
O ministro alertou que qualquer tentativa de envolver o Supremo nas eleições de 2026 pode comprometer seriamente a legitimidade institucional da Corte.
Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras
A defesa de André Mendonça, que declarou estar sendo investigado pela própria Polícia Federal, reforça a necessidade de preservar o devido processo legal e evitar conclusões prematuras que possam ser interpretadas como pressão institucional; o embate entre Moraes e Mendes evidencia tensões latentes dentro do STF sobre a conduta de investigações sensíveis em períodos eleitorais.
O s próximos passos incluem a designação de nova data para análise do relatório no Plenário, bem como eventuais medidas cautelares para restringir novos vazamentos, enquanto o Conselho Nacional de Justiça pode ser acionado para apurar denúncias de conduta irregular por parte dos magistrados envolvidos.



