A agência de classificação de risco Moody's Ratings divulgou relatório nesta quarta-feira (5) afirmando que a quebra do Ueno Bank não deve desencadear uma crise no sistema financeiro paraguaio, desde que o processo de resolução da instituição seja conduzido de forma rápida e ordenada. O banco concentrava cerca de 8% dos empréstimos e 9% dos depósitos de todo o sistema financeiro do Paraguai em setembro e era o maior do país em número de depositantes.
Daniel Girola, analista da Moody's Ratings, avaliou que uma intervenção desse porte em um banco sistemicamente importante é algo bastante raro na região. Segundo ele, o regulador identificou informações mal refletidas no balanço da instituição, o que impactou o capital do banco, e ainda não há um cenário integral da situação. O grande risco nesses casos é a perda de confiança no sistema financeiro como um todo, algo que, por ora, não é esperado.
Pela legislação paraguaia, 97% dos depositantes cobertos pela garantia deveriam receber seus recursos em até 15 dias, prorrogáveis por mais 15 dias. O analista ponderou que a solução operacional não é simples, já que as pessoas precisam abrir conta em outro banco e ingressar em um novo sistema. Com a quebra do Ueno, outros bancos paraguaios tendem a se beneficiar da migração de recursos.
