Na manhã de sexta‑feira, a Polícia Federal realizou a O peração Urna Livre, cumprindo mandado de busca e apreensão em Salgado (SE) para apurar um suposto esquema de compra de votos nas eleições de 2026, com a prisão de três indivíduos que teriam oferecido consultas e obras em troca de R$ 750 mil em espécie, enquanto outras 23 pessoas foram detidas em flagrante pelo mesmo delito, conforme denúncia anônima que revelou repasses semanais de valores em dinheiro para influenciar o voto.
Investigação Criminal e Contexto do Esquema Eleitoral
A O peração Urna Livre, deflagrada pela Polícia Federal no dia 2 de outubro, tem como foco principal desmantelar uma rede que movimentava recursos em espécie para comprar o voto nas eleições municipais previstas para 2026, conforme denúncia encaminhada por fonte anônima à corporação. As investigações preliminares apontam que os recursos eram distribuídos semanalmente a lideranças comunitárias com a finalidade explícita de garantir o apoio eleitoral a um candidato ainda não identificado publicamente.
Nos arredores da agência bancária local, agentes da PF apreenderam documentos e equipamentos que comprovam a realização de transações financeiras superiores a R$ 750 mil, evidenciando a magnitude do esquema e corroborando a suspeita de corrupção eleitoral praticada em escala regional.
Mais de 23 pessoas foram detidas em flagrante pela suspeita de participar do esquema de compra e venda de votos.
Repercussão Institucional e Próximos Desdobramentos
A Procuradoria-Geral da República acionou o Ministério Público Federal para abrir inquérito formal e requisitou a suspensão imediata das atividades dos envolvidos, sob pena de aplicação de sanções penais previstas no Código Eleitoral, incluindo prisão preventiva e multa proporcional ao valor ilícito.
Especialistas apontam que o caso pode gerar efeito cascata nas urnas municipais, obrigando os tribunais eleitorais a revisar resultados preliminares e potencialmente invalidar candidaturas que tenham se beneficiado do esquema.



