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Polícia

Manaus: Victor Rocha condena namorada negra à morte por rejeição racial

PorO AntagônicoVerificadoOrtografia IAPublicado Há 52 min
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Manaus: Victor Rocha condena namorada negra à morte por rejeição racial
Fatos Rápidos da Notícia
  • Victor de Souza Rocha foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão por homicídio qualificado e feminicídio, com qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e crime de aborto provocado por terceiro, no Fórum Ministro Enoch Reis em Manaus em 17 de maio de 2024.
  • Kariny Sevalho de Lima, de 19 anos e grávida de três meses, foi morta em 26 de maio de 2023 em área de mata após sofrer tortura, desfiguração facial e perfurações com arma branca, tendo sido encontrada no dia seguinte.
  • A prisão de Victor, que estava foragido desde 21 de novembro de 2023, ocorreu na comunidade Monte Sinai, bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, onde ele permaneceu em silêncio sob custódia imediata sem direito a recorrer em liberdade.
Resumo Editorial

Victor Rocha recebe sentença definitiva de 26 anos e seis meses por feminicídio agravado contra Kariny Sevalho de Lima, gestante negra de três meses, em regime fechado.

No Fórum Ministro Enoch Reis, em Manaus, a Quinta-feira (17) selou com rigor jurídico a sentença que condenou Victor de Souza Rocha a 26 anos e seis meses de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado, feminicídio, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver, com qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e crime cometido contra uma gestante de três meses.

Contexto Institucional e Histórico da Medida

A sentença foi proferida pela juíza Danielle Monteiro Fernandes Augusto, após ampla apreciação das provas periciais, testemunhais e documentos que compuseram o corpo investigativo construído pela Polícia Civil do Amazonas e pelo Ministério Público Estadual ao longo de quase um ano de apuração.

O crime ocorreu em 26 de maio de 2023, quando Kariny Sevalho de Lima, jovem negra de 19 anos grávida de três meses, foi torturada até a morte em área remota próxima à residência de Victor, tendo sido encontrada no dia seguinte com o rosto desfigurado e perfurações causadas por arma branca em todo o corpo.

Ponto de Destaque

Victor foi sentenciado a 26 anos e seis meses de prisão por homicídio qualificado com qualificadoras que caracterizam feminicídio agravado e crime hediondo.

Repercussão Jurídica e Posicionamentos

A decisão judicial reforçou a gravidade das qualificadoras reconhecidas pelos jurados — motivo torpe por motivação racial, meio cruel pela tortura prolongada, recurso que dificultou a defesa da vítima e o feminicídio — com base no artigo 121 do Código Penal e na Lei Maria da Penha adaptada ao caso.

O Ministério Público Federal destacou que o caso expõe a persistência do racismo estrutural no âmbito familiar e que a impunidade histórica em relação à violência contra mulheres negras exige medidas afirmativas eficazes para prevenir novas tragédias.

Atenção / Ponto Crítico
A condenação definitiva impede qualquer benefício processual e assegura o cumprimento imediato da pena sem possibilidade de relaxamento da prisão.

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