Manifestantes invadiram o canteiro de obras de um data center de inteligência artificial da Microsoft em Amsterdã na sexta-feira (6), subindo em guindastes, pendurando balões e dançando enquanto a polícia observava passivamente. A ação integra dois dias de protestos organizados pela coalizão “Stop Dirty Data Centres” em 16 países, reunindo grupos ambientalistas e campanhas pelos direitos digitais.
Em Amsterdã, mais de 100 ativistas marcharam de braços dados antes de ocupar o local, com cartazes que traziam mensagens como “Dane-se seu data center”. A Pure Data Centres, proprietária do terreno, disse estar comprometida com o diálogo com as partes interessadas locais e pediu que as pessoas saíssem do local em segurança para conversar sobre o projeto.
A Microsoft afirmou compreender que as pessoas tenham opiniões fortes sobre o projeto e respeitar o direito de expressá-las pacificamente, mas não tolera ações ilegais. A empresa destacou que os data centers são essenciais para atender à demanda global por inteligência artificial e computação em nuvem, além de fornecer infraestrutura crítica para empresas, governos e consumidores.
Ativistas alegam que os data centers sobrecarregam o abastecimento de eletricidade e água, competem com o setor imobiliário e outras empresas por recursos escassos e ameaçam as metas climáticas. Eles também apontam para a perda de empregos e riscos potenciais à segurança pessoal e nacional decorrentes da concentração de poder por parte de empresas privadas e gigantes da tecnologia.



