Na quarta-feira (30/9), pacientes lotaram a Farmácia de Alto Custo da 102 Sul, em decorrência da migração do sistema Agenda DF para o Ceaf Digital, que impediu a marcação antecipada e obrigou o atendimento presencial sem agendamento prévio, gerando aglomerações e dificuldades para acesso contínuo a medicamentos de alto custo.
Contexto Institucional e Evolução do Sistema de Marcação
A transição do Agenda DF para o Ceaf Digital, implementada em 1º de setembro pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, eliminou a possibilidade de agendamento remoto nas Farmácias de Alto Custo, restringindo a reserva de horários ao portal digital ou ao atendimento presencial na unidade, conforme constatação de usuários como a estudante Natália Silva, que relatou bloqueios sistemáticos nos calendários de setembro e outubro.
As dificuldades encontradas pelos pacientes coincidem com uma mudança estrutural orientada pela SES-DF para descentralizar a programação dos atendimentos, prevendo que as próprias farmácias assumam a responsabilidade de marcar consultas e renovar prescrições, embora mantenham o atendimento a pacientes que chegam sem agendamento, com distribuição de senhas ao longo do dia.
O governo federal não se pronunciou sobre a origem da falha técnica, mas fontes da SES-DF atribuem os atrasos à sobrecarga do novo sistema e à ausência de adequação progressiva dos fluxos operacionais nas unidades.
Mais de 50 pacientes aguardaram fila na Farmácia de Alto Custo da 102 Sul na quarta-feira devido à impossibilidade de agendar consultas com antecedência mínima
Repercussão O ficiosa e Estratégias de Adaptação
A SES-DF informou que, a partir de outubro, as Farmácias de Alto Custo deixarão de utilizar o Agenda DF e passarão a programar os próximos atendimentos diretamente, com a opção de marcação pelo Ceaf Digital ou por meio presencial na unidade, mantendo o atendimento espontâneo mediante distribuição de senhas conforme capacidade operacional.
Autoridades médicas e representantes de associações de pacientes defenderam que a transição deve ser acompanhada de investimento em suporte técnico e orientação presencial para garantir acesso ininterrupto a medicamentos críticos como insulinas e biológicos imunomoduladores.



