Na quarta-feira (30/9), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento Farmanguinhos Arpraziquantel, indicado para o tratamento da esquistossomose em crianças entre 3 meses e 6 anos, marcando um avanço significativo no combate à doença tropical negligenciada que afeta milhões em regiões de baixa renda.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A Anvisa formalizou a aprovação após análise rigorosa de dados clínicos e testes preclínicos que comprovam a eficácia do arpraziquantel na eliminação dos vermes Schistosoma mansoni e Schistosoma haematobium, responsáveis pela esquistossomose, ao provocar espasmos musculares nos parasitas e comprometer seu tegumento, facilitando sua destruição pelo sistema imunológico do hospedeiro.
O medicamento, administrado via ingestão oral, representa a primeira opção terapêutica oral para crianças pequenas, ampliando o acesso ao tratamento em áreas com limitações de infraestrutura sanitária, onde a transmissão ocorre principalmente por contato com águas doces contaminadas por caramujos intermediários.
A Anvisa estima que a esquistossomose atinge mais de 250 milhões de pessoas mundialmente, sendo predominante em populações vulneráveis da África, Ásia e Caribe.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A Anvisa destacou que a aprovação segue protocolos internacionais de segurança e eficácia, reforçando seu compromisso com a saúde pública e o combate às doenças tropicais negligenciadas, conforme diretrizes da O rganização Mundial da Saúde (O MS).
Especialistas apontam que a disponibilização do medicamento deve acelerar os esforços de eliminação da doença nas regiões endêmicas, contribuindo para a redução da morbilidade em crianças em situação de vulnerabilidade social.



