A candidatura de Hana Ghassan (MDB) ao Governo do Pará, apoiada formalmente pelo Partido dos Trabalhadores, enfrenta o desafio de consolidar a visibilidade da aliança com o presidente Lula, cujas relações com a chapa são objeto de debate interno e externo à campanha, conforme evidenciado por análise do EPOL realizada em 22 de setembro.
Contexto Institucional e Estratégico da Aliança
A composição da chapa, que inclui o vice Dirceu Ten Caten (PT) e conta com a defesa explícita da reeleição de Lula por parte do governo estadual, demonstra um alinhamento institucional consolidado entre os partidos envolvidos; no entanto, a ausência de exposição clara dessa conexão nas estratégias de comunicação estaduais tem gerado desconforto entre eleitores petistas e setores conservadores, conforme registrado pelo Instituto de Pesquisa Estratégica e Política (EPOL).
Antecedentes recentes indicam que, embora figuras como Helder Barbalho tenham declarado apoio direto a Lula e Igor Normando tenha publicado material conjunto com a candidata e o presidente, a campanha de Hana mantém uma postura mais discreta em relação à presença do ex-presidente no cotidiano eleitoral, diferentemente de colegas como João Campos (PSB) ou Jerônimo Rodrigues (PT), que integram Lula a propagandas e eventos públicos com frequência.
A campanha de Hana Ghassan depende mais da clareza na comunicação da aliança com Lula do que da simples existência formal do apoio petista.
Repercussão Política e Desafios de Comunicação
A estratégia de mídia da chapa tem sido apontada como um ponto crítico pela bancada governista estadual, que reconhece a necessidade de equilibrar a proximidade com Lula sem gerar reações negativas em setores conservadores do Pará, onde a polarização nacional ainda influencia o behavior eleitoral.
Especialistas apontam que a falta de exposição direta ao presidente pode limitar a captação de eleitores que valorizam o prestígio presidencial, especialmente em regiões onde a administração federal é vista com desconfiança, exigindo uma narrativa que articule autonomia regional com apoio nacional.



