Representantes do governo dos Estados Unidos teriam pedido ao senador Flávio Bolsonaro (PL) que retirasse de uma carta a expressão 'verdadeiro presidente eleito do Brasil'. A solicitação ocorreu após a primeira versão do documento circular em Washington, pois a administração de Donald Trump buscava evitar um desgaste nas relações com o governo brasileiro. A informação foi revelada pela colunista Mariana Sanches, do UOL, e confirmada pelo Correio Braziliense junto a um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Após a primeira versão circular, Flávio publicou uma nova redação nas redes sociais, substituindo a referência a 'presidente eleito' por 'líder do Brasil' poucos minutos depois. Segundo relatos de fontes ligadas à diplomacia americana, integrantes do Departamento de Estado avaliaram que a autodeclaração poderia transmitir a impressão de que Washington reconhecia sua condição de presidente eleito, apesar do resultado das eleições brasileiras.
O comentarista político Paulo Figueiredo, aliado de Flávio Bolsonaro e envolvido na articulação da viagem aos Estados Unidos, negou que representantes do governo americano tenham solicitado alterações na carta. Figueiredo atribuiu os erros encontrados durante a elaboração do material ao ChatGPT, incluindo a recuperação de uma versão anterior do texto e a utilização de um brasão antigo da República.
Mesmo após a alteração, Flávio manteve no documento questionamentos sobre o resultado das eleições brasileiras e críticas ao processo eleitoral, sem apresentar provas das alegações de fraude. O senador afirmou que pretende liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos, após chegar ao território americano vindo da Argentina.



