Na sabatina conduzida pela TVC na manhã do dia 31, Araceli Lemos, candidata do PSOL ao governo do Estado do Pará, apresentou propostas para saúde e educação, destacando que o orçamento estadual cresceu 108% nos últimos oito anos, passando de cerca de R$ 25 bilhões para R$ 55 bilhões, sem que a melhoria dos serviços públicos acompanhasse o incremento financeiro.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A entrevista, parte da série de sabatinas promovidas pela emissora, contou com perguntas pontuais sobre áreas estratégicas como saúde, educação, segurança e mobilidade urbana, além da questão do garimpo ilegal. Araceli Lemos, ex-secretária municipal de Educação de Belém até dezembro de 2024 e atual candidata ao governo estadual, afirmou que o aumento da arrecadação não se traduziu em melhorias proporcionais na prestação de serviços públicos. "Não é falta de dinheiro, é falta de vontade", declarou, reforçando a necessidade de eficiência na aplicação dos recursos.
Nos últimos oito anos, o orçamento do Estado do Pará cresceu de aproximadamente R$ 25 bilhões para R$ 55 bilhões, segundo dados da Secretaria de Planejamento e O rçamento. Araceli ressaltou que o déficit de cerca de sete mil trabalhadores na Secretaria Estadual de Educação persiste, apesar da realização de concursos públicos que somaram 6.600 vagas no último período.
A proposta central da candidata consiste em reduzir para até 60 dias o prazo para a realização de exames e procedimentos especializados em todo o Estado, especialmente beneficiando pacientes do interior que atualmente precisam se deslocar até Belém para receber atendimento especializado.
O orçamento do Estado do Pará cresceu 108% nos últimos oito anos, passando de R$ 25 bilhões para R$ 55 bilhões.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A defesa de Araceli quanto à necessidade de redução dos prazos em saúde foi acompanhada de críticas ao modelo de gestão das O rganizações Sociais (O Ss) responsáveis por hospitais regionais. Ela apontou que os contratos com as O Ss apresentam custos elevados e carecem de fiscalização rigorosa, além de denunciar desvios de recursos públicos envolvendo algumas dessas entidades. A ausência de esclarecimentos sobre a origem das verbas destinadas aos novos investimentos em saúde gerou questionamento quanto à viabilidade financeira das propostas.
Ainda na educação, a candidata reiterou a necessidade de concursos públicos para suprir o déficit de sete mil servidores na Secretaria Estadual de Educação e criticou o número limitado das vagas anunciadas (6.600), considerando-o insuficiente. Defendeu ainda o pagamento do piso salarial do magistério e a recomposição das perdas salariais dos profissionais da área.



