O ouro fechou a quinta-feira (17) em alta, com o preço de dezembro atingindo US$ 4.399,7 por onça-troy, registrando alta de 0,28% na Bolsa de Nova York (Comex), enquanto a prata avançou 1,82%, atingindo US$ 66,09 por onça-troy, em movimento que reflete alívio provocado pela queda dos preços do petróleo e dos juros dos títulos americanos.
Contexto Institucional e Movimentação de Mercados
A Bolsa de Nova York (Comex) registrou, na sessão de quinta-feira (17), segundo movimento consecutivo de alta do ouro, impulsionado pelo recuo nos preços do petróleo e pela desaceleração dos juros dos títulos do Tesouro norte-americano, fatores que atenuaram os efeitos da elevação de juros pelo Federal Reserve na sessão anterior (16).
As expectativas de continuidade da política monetária do Fed, apesar da elevação de juros já incorporada ao mercado, mantêm o cenário volátil, com especialistas apontando que a trajetória dos preços do petróleo e as decisões do banco central permanecem como determinantes cruciais para a direção do ouro até o final do ano.
O ouro fechou a semana em alta de 0,28%, cotado a US$ 4.399,7 por onça-troy em dezembro, enquanto a prata subiu 1,82%, atingindo US$ 66,09 por onça-troy.
Repercussão Técnica e Perspectivas de Curto Prazo
Atrás da estabilidade aparente nos mercados de metais preciosos, analistas destacam que a pausa no movimento de alta observado no início do ano pode ser revertida por pressões inflacionárias persistentes ou escalada geopolítica, com Ahmad Assiri da Pepperstone ressaltando que fatores como a demanda dos bancos centrais e a incerteza macroeconômica mantêm o ouro como ativo refugio.
Na análise da Capital Economics, a queda nos rendimentos dos títulos públicos reflete não apenas os preços mais baixos do petróleo, mas também ajustes nas expectativas quanto à postura futura do Fed, com projeção de tendência mais hawkish sob a liderança de Kevin Warsh.



