Na apuração dos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as candidaturas do Partido dos Trabalhadores (PT) no Pará, Dilvanda Faro e Yuri Faro figuram entre os beneficiários mais expressivos, recebendo valores que ultrapassam em dezenas de vezes a mediana dos candidatos petistas do estado, cujos recursos declarados até o momento somam R$ 113.475.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
O s dados compilados pelo monitor 72Horas, com base nos registros do DivulgaCandContas e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revelam que Dilvanda Faro, candidata à Câmara dos Deputados, recebeu R$ 2,98 milhões, sendo R$ 2,34 milhões provenientes de um único repasse da Direção Nacional do PT em 25 de agosto, enquanto Yuri Faro, também candidato federal, somou R$ 815,5 mil, dos quais R$ 800 mil foram transferidos na mesma data por decisão da cúpula partidária.
A concentração de recursos nessas duas candidaturas contrasta marcadamente com a realidade dos demais 46 candidatos do PT no Pará que já declararam financiamento, já que os valores recebidos por Dilvanda correspondem a mais de 26 vezes à mediana estadual e os de Yuri representam cerca de sete vezes esse parâmetro.
A posição ocupadas por Dilvanda como primeira e Yuri como quinta entre os 48 candidatos petistas no estado evidencia não apenas a singularidade financeira desses repasses, mas também uma clara preferência institucional da direção nacional do partido em favorecer candidatos ligados à sua estrutura familiar e política.
Dilvanda Faro recebeu mais de 26 vezes o valor mediano dos candidatos do PT no Pará, superando a marca de R$ 2,98 milhões em repasses do FEFC
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A Direção Nacional do PT declarou, por meio de seus representantes, que os repasses obedecem aos critérios internos de priorização definidos pelo partido, sem violação às normas eleitorais previstas na legislação vigente.
O TSE informou que eventuais irregularidades na aplicação dos recursos poderão ser questionadas perante a Justiça Eleitoral após a conclusão da prestação de contas e análise das demonstrações financeiras oficiais.
Especialistas apontam que a concentração de recursos entre familiares próximos e membros da direção partidária exige transparência maior para evitar percepções de favorecimento político ou abuso de poder interno.
O cenário futuro dependerá da auditoria final dos gastos eleitorais e da eventuais investigações abertas pelo Ministério Público Eleitoral ou pela Justiça Federal.



