Em depoimento à Polícia Federal realizado em 28 de agosto de 2026 por videoconferência durante a O peração Compliance Zero, o banqueiro Daniel Vorcaro confirmou ter determinado repasse de recursos entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões para apoiar projeto social vinculado ao ex-chefe da Supervisão Bancária do Banco Central Belline Santana, apesar de negar qualquer transferência econômica direta ou benefício pessoal ao citado servidor público.
Contexto Institucional e Apuração da O peração
A investigação apurada pela Polícia Federal, coordenada pelo delegado Alberto Paulo Sérvio de Moura, revelou que o repasse financeiro ocorreu por meio da empresa Super, que, segundo Vorcaro, passou a ter vínculo com ele após reestruturação em parceria com seu cunhado Fabiano Zettel, durante o processo de aquisição do Banco Master e estruturação de holding empresarial. O s valores destinados – conforme afirmou o proprietário do Banco Master – variaram entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões, sem precisão sobre o montante exato devido à ausência de registros claros nos autos.
O contexto institucional envolve diretamente servidores do Banco Central e executivos do setor financeiro, com a apuração centrada em eventuais favorecimentos ao grupo Master por meio de canais não oficiais, enquanto Vorcaro enfatizou que as ações sociais foram motivadas por seu histórico de apoio a projetos voltados a crianças, jovens e comunidades negras, incluindo sua participação na Brazil Foundation.
O repasse de recursos entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões configura ação social declarada por Vorcaro, mas sob investigação por possível vínculo com favorecimento ao Banco Master.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Defesa
As declarações de Vorcaro foram recebidas com ceticismo por especialistas jurídicos, que apontam para a necessidade de comprovar a efetiva independência das instituições beneficiadas e a ausência de elementos que comprovem vantagem econômica direta ao ex-servidor Belline Santana, conforme negado em entrevista ao jornal Valor Econômico.
O Ministério Público Federal ainda não formalizou denúncia, mas mantém sigilo sobre eventuais indícios de crime contra a administração pública ou corrupção passiva, enquanto o Banco Central sinaliza que acompanha os desdobramentos com reserva técnica.



