A volatilização do preço do petróleo no mercado internacional, com o Brent cotado a US$ 111 o barril em 19 de outubro, ameaça o novo reajuste da subvenção do diesel para importadores no Brasil, cujo valor atingiu R$ 3,52 o litro no início de outubro e está agora em desacordo com a paridade de importação calculada em R$ 3,50 o barril, apenas dois centavos abaixo do subsídio.
Contexto Institucional e Análise das Defasagens Refinarieiras
Segundo dados da Abicom, a defasagem nas refinarias da Petrobras atinge R$ 3,50 o litro para o diesel e 20% (R$ 0,43) para a gasolina, indicando que os custos de produção internos superam os valores internacionais, gerando prejuízos operacionais significativos.
Na Refinaria de Mataripe, sob controle do fundo árabe Mubadala, a defasagem registrou 44% para o diesel e 11% para a gasolina na última segunda-feira; analista Bruno Cordeiro da Stonex aponta que cerca de 8 milhões de barris diários são escoados pelo canal marítimo, número reduzido em relação aos 18 milhões observados em setembro, agravado pela deterioração das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.
A defasagem da Petrobras para o diesel chega a R$ 3,50 por litro, equivalente ao valor total da subvenção anunciada no início de outubro.
Repercussão Política e Consequências O peracionais Iminentes
Autoridades da Petrobras e do Ministério da Fazenda ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a viabilidade de suspender ou ajustar o aumento da subvenção em razão da disparada dos preços internacionais e das defasagens refinarieiras.
Especialistas apontam que, se não houver correção imediata das condições de importação ou reajuste tarifário, a interrupção do fluxo logístico pode gerar desabastecimento regional e impactar a inflação no curto prazo.



