Após a suspensão da proibição autoimposta às exportações de diesel por parte da Rússia, efetivada em 9 de outubro, dois petroleiros russos retomaram rotas comerciais tradicionais, com destino à Turquia e ao Brasil, após o acordo entre Moscou e Washington que autorizou o fornecimento do combustível em escala global, enquanto os volumes exportados este ano registram queda de 41% em relação a 2023, totalizando cerca de 345.000 barris por dia.
Contexto Histórico e Evolução das Restrições à Exportação
A Rússia implementou a proibição de exportação de diesel em abril de 2024, medida motivada pela escassez interna decorrente de ataques sistemáticos de drones ucranianos a refinarias no sul do país, que reduziram a capacidade operacional dos processos de destilação. Dados da Kpler e da LSEG indicam que as exportações russas de diesel caíram 41% em 2024, totalizando aproximadamente 345.000 barris por dia (bpd), valor significativamente inferior aos níveis pré-proibição, quando o país mantinha posição de segundo maior exportador mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.
A suspensão temporária das sanções dos EUA, firmada com Donald Trump para garantir suprimento de diesel aos mercados globais, permitiu o retorno imediato das atividades exportadoras, com dois navios-tanque já identificados em trânsito: o Leruo com destino à Manaus e o Dolunay com rota prevista para Alanya, na Turquia, ambos transportando cargas de 300.000 barris cada, conforme registros marítimos recentes.
As exportações russas de diesel somaram 345.000 barris por dia em 2024, representando queda de 41% em relação ao ano anterior.
Repercussão Política e Consequências Econômicas Imediatas
A decisão russa ocorreu em coincidência estratégica com a agenda eleitoral dos Estados Unidos, onde Donald Trump buscou acalmar os preços do diesel antes das eleições de meio de mandato em 3 de novembro, priorizando a estabilidade do mercado doméstico e a imagem de negociação bem-sucedida com Moscou.
O vice-primeiro-ministro Alexander Novak afirmou que as exportações russas poderiam ultrapassar os níveis acordados com Trump, com meta de até 3,5 milhões de toneladas por mês (875.000 bpd) até dezembro, indicando potencial expansão significativa caso a demanda global se mantenha estável.



