A governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), classificou como expressão de desespero da campanha adversária a distribuição de cartazes contra ela em locais públicos do Distrito Federal, enquanto a Polícia Civil instaura inquérito para apurar a origem do material e identificar três mulheres suspeitas de sua divulgação.
Contexto Institucional e Apuração da Disseminação de Material de Campanha
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) formalizou o inquérito na 3ª Delegacia de Polícia com foco na identificação dos responsáveis pela fixação e distribuição de cartazes que associam Celina Leão ao número 22, apesar de seu número oficial na urna ser 11, conforme constatado por análises periciais das imagens divulgadas pela instituição.
Antecedentes recentes revelam tensão acentuada na corrida eleitoral pelo Distrito Federal, com a candidata do PT, Leandro Grass, negando qualquer vínculo com a ação, enquanto os advogados de Celina Leão denunciam o conteúdo como ataque à honra da candidata, já que os cartazes a rotulam como 'criminosa' sem respaldo em decisões judiciais.
Mais de 50 cartazes com a frase 'Celina Leão corrupta' foram localizados em paradas de ônibus e muros públicos do Distrito Federal, segundo laudo pericial da Polícia Civil.
Repercussão Legal e Diretrizes para a Correção do Debate Eleitoral
O juiz Carlos Alberto Martins Filho, do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), determinou que Celina Leão retire post que vincula o Partido dos Trabalhadores ao material, argumentando que referências visuais ou numéricas isoladas não constituem prova suficiente para imputar responsabilidade ao partido.
Especialistas em direito eleitoral apontam que a investigação da PCDF deve cruzar dados georreferenciados com histórico de movimentação de pessoas próximas à campanha de Leandro Grass para estabelecer ou descartar envolvimento direto.



