Em 6 de outubro, durante transmissão ao vivo de missa realizada pela paróquia Renascidos em Pentecostes, o padre Moacir Anastácio de Carvalho, fundador da instituição, proferiu declarações que configuraram homofobia ao criticar a candidatura da psicóloga e missionária Cricia Martins à deputada distrital, ao afirmar que ela precisaria "virar sapatão" para vencer o pleito eleitoral.
Apuração e Contextualização da Denúncia
A gravação da celebração, disponibilizada pela comunidade religiosa e amplamente divulgada nas redes sociais, registrou o padre utilizando linguagem pejorativa ao comentar a performance eleitoral de sua candidata, Cricia Martins, que concorre à deputada distrital pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
O episódio gerou imediata denúncia formal por parte de um parishioner que registrou ocorrência na Decrin (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por O rientação Sexual) da Polícia Civil do Distrito Federal, com base no caráter discriminatório das expressões proferidas pelo sacerdote em plena celebração religiosa.
O padre declarou que a candidata precisaria "virar sapatão" para vencer a eleição, gerando forte repercussão por conter linguagem homofóbica em contexto religioso transmitido ao vivo.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Decrin assumiu o caso como prioridade na apuração de crimes contra a dignidade humana, com o Ministério Público do Distrito Federal acionando a Justiça para apurar responsabilidade civil e criminal do padre Moacir.
Paróquias tradicionais como Renascidos em Pentecostes reiteraram posicionamento de repúdio à conduta do sacerdote, enquanto movimentos LGBTQIA+ e organizações de direitos humanos demandam medidas enérgicas para coibir discursos de ódio em ambientes religiosos.



