Nos dois dias subsequentes ao resultado do primeiro turno da eleição brasileira, as taxas dos títulos de dívida de longo prazo (DIs) registraram volatilidade, com as de curto prazo aproximando-se da estabilidade, enquanto as de longo prazo, marcadas pela expectativa de maior controle fiscal sob a liderança de Flávio Bolsonaro, fecharam a quarta-feira com leves altas, em meio à influência dos rendimentos dos Treasuries e à variação dos preços do petróleo.
Contexto Institucional e Antecedentes Eleitorais
A taxa do DI para vencimento em janeiro de 2028 encerrou o dia em 12,600%, registrando baixa de 1 ponto-base em relação ao ajuste de 12,613% da sessão anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2035 alcançou 12,79%, com alta de 6 pontos-base após recuo de 140 pontos-base nos dois dias anteriores impulsionados pela euforia dos investidores com a liderança do senador Flávio Bolsonaro no pleito eleitoral.
A expectativa de redução dos prêmios na curva dos DIs, motivada pela percepção de melhora na gestão das contas públicas sob eventual comando de Flávio Bolsonaro, persiste ainda que o candidato ainda não tenha apresentado propostas concretas de ajuste fiscal, gerando dúvidas sobre a efetiva implementação dessas medidas e dependendo da concretização do plano econômico pelos principais candidatos.



