O Ministério Público de São Paulo (MPSP) formalizou denúncia contra o Grupo Monte Carlo, proprietário de uma transportadora e aproximadamente 70 postos de combustíveis espalhados em oito estados brasileiros, após investigação aberta para apurar alegadas fraudes na gestão de abastecimentos de veículos, movimento que, segundo a ValeCard, teria movimentado cerca de R$ 4,2 milhões.
Contexto Jurídico e O peracional da Investigação
A apuração foi conduzida pelo promotor Evandro O rnelas Leal, com base em reclamações da Trivale Instituição de Pagamento, empresa administradora da marca ValeCard, que identificou movimentações suspeitas entre caminhões da transportadora e postos vinculados ao mesmo grupo econômico entre abril de 2015 e outubro de 2016, período em que foram registradas mais de 14 mil transações.
A suspeita central recai sobre a suposta prática de abastecimentos inexistentes ou inflados, com destaque para uma caminhoneta abastecida em São José do Rio Preto às 12h04 e no mesmo dia em Nova Mutum (MT), local situado a mais de 1.200 km e com tempo estimado de deslocamento superior a 20 horas, além de preenchimento anômalo de tanques, como o registro de mais de 200 litros em uma picape com capacidade para 53 litros.
Mais de R$ 4,2 milhões teriam sido movimentados indevidamente por meio de abastecimentos simulados entre caminhões da ValeCard e postos do Grupo Monte Carlo.
Repercussão Legal e Desdobramentos Institucionais
O MP não requereu a instauração formal do inquérito policial, mas demandou que a Polícia Civil investigue os fatos sob coordenação do Núcleo do 3º e 7º Distritos Policiais de São José do Rio Preto, órgão já formalmente acionado para apurar denúncias criminais.
O Grupo Monte Carlo rebate as acusações com categórica negação, afirmando que não foi notificada nem intimada sobre qualquer procedimento investigativo e destacando que decisões judiciais transitadas em julgado rejeitaram anteriormente a teoria de conluio entre as partes.



