Entre janeiro e agosto de 2026,16 mulheres foram assassinadas no Distrito Federal em casos formalmente configurados como feminicídio, enquanto outras 68 foram submetidas a tentativas de feminicídio, dado que, apesar da queda registrada em relação ao mesmo período de 2025, ainda representam uma das mais preocupantes escalas de violência contra a mulher no país.
Contexto Institucional e Histórico da Classificação de Violência
O s números consolidados pelo Relatório Anual de Segurança Pública do Distrito Federal revelam que, nos primeiros oito meses do ano em curso, o total de 84 casos – 16 consumados e 68 tentativas – reflete uma tendência de estabilização após picos observados em 2023 e 2025, com destaque para a reclassificação sistemática adotada pela Secretaria de Segurança Pública do DF.
A análise detalhada desses índices demonstra que, embora o número de feminicídios consumados tenha apresentado leve crescimento em relação a 2024, os casos de tentativa têm sido alvo de reestruturação nos critérios investigativos, conforme explicou o secretário Alexandre Rabelo Patury, que enfatiza a necessidade de ampliar a proteção à vítima antes do desfecho fatal.
Nos primeiros oito meses de 2026, o Distrito Federal registrou 84 casos de violência contra a mulher – 16 feminicídios e 68 tentativas – evidenciando a urgência de intervenções preventivas antes do desfecho letal.
Repercussão Jurídica e Estratégias Preventivas
O secretário Alexandre Rabelo Patury destacou que os protocolos operacionais das forças de segurança priorizam a proteção da vítima, classificando inicialmente como tentativa de feminicídio situações de agressão grave com indícios incertos quanto à intenção letal, prática que tem sido central para evitar a letalização.
Diante da evolução dos dados, o órgão recomenda que denúncias sejam acionadas por familiares e vizinhos ante sinais prévios como controle financeiro, isolamento social e ameaças verbais ou físicas, com o objetivo de interceptar a violência antes que prossiga ao feminicídio.



