Em 11 de setembro, a enfermeira Érika Fernandes Viana, 51 anos, faleceu em Goiás após seis meses de luta contra a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição neurodegenerativa rara e fatal que comprometeu progressivamente suas funções motoras e cognitivas, conforme confirmado por registros médicos e instituições de saúde.
Contexto Sanitário e Apuração dos Fatos
A morte da profissional foi confirmada após diagnóstico clínico rigoroso, com o Ministério da Saúde registrando 547 casos confirmados de DCJ no país entre 2005 e 2021, evidenciando a extrema raridade da enfermidade e a ausência de tratamento curativo.
Érika iniciou os sintomas em dezembro de 2025, quando apresentou sinais iniciais de comprometimento cognitivo e motor, evoluindo para perda total de mobilidade e incapacidade para realizar atividades básicas, num panorama compatível com a progressão terminal da DCJ, doença que atinge principalmente adultos entre 40 e 60 anos.
O Brasil registrou apenas 547 casos confirmados de Doença de Creutzfeldt-Jakob entre 2005 e 2021, segundo levantamento oficial do Ministério da Saúde.
Repercussão Institucional e Jurídica
O Conselho Regional de Enfermagem de Goiás (Coren-GO) emitiu nota oficial manifestando profundo pesar pela perda da profissional, destacando sua trajetória de dedicação ao cuidado com pacientes e contribuindo para o fortalecimento da categoria.
Vereador Eliel José prestou condolências à família e colegas, ressaltando os mais de 20 anos de parceria na luta por políticas públicas mais justas, enquanto o caso reforça a necessidade urgente de aprimorar diagnósticos precoces e suporte integral a pacientes com doenças raras no SUS.



