Com a solicitação de vista do ministro Flávio Dino, figura alinhada ao campo ideológico de Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a concentrar o controle do cronograma da crise processual, que demanda devolução ao plenário em prazo máximo de 90 dias corridos, contados a partir do dia 19 de setembro, com término previsto para 14 de dezembro, segundo cálculo oficial adotado pela Corte.
Contexto Institucional e Antecedentes da Crise no STF
A análise do caso que envolve o ministro relator e o processo referente a André Mendonça ainda não definiu se ambos serão julgados em conjunto, o que gera tensão estratégica entre os magistrados e influencia diretamente o desfecho da crise judicial em curso no STF. A ala pró-Moraes, com Dino à frente da relatoria, busca acelerar a devolução ao plenário para que a decisão final seja tomada por todos os ministros em sessão plenária, evitando dilatações que possam comprometer a legitimidade do processo.
O s preparativos para a sessão de 23 de setembro, inicialmente prevista para apreciação do caso Master, foram alvo de intensos debates internos, com interrupções frequentes de ministros e críticas ao presidente da corte, Edson Fachin, cuja postura foi questionada por colegas que defendem maior autonomia na condução dos trabalhos.
A estratégia de postergar a análise permeou as falas de aliados de Moraes ao longo do primeiro dia de sessão, enquanto o embate entre Gilmar Mendes e André Mendonça evidenciou desgaste institucional e desgastes pessoais que extrapolam o âmbito jurídico.
O ministro Flávio Dino tem até 14 de dezembro para concluir a análise do caso e devolver o processo ao plenário em um prazo de 90 dias corridos.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos dos Magistrados
A decisão sobre a tramitação conjunta dos processos dos ministros relator e André Mendonça permanece incerta, mas pode determinar o caráter definitivo da crise judicial, com implicações para a independência institucional e para os rumos das investigações em curso no STF. Ministros como Gilmar Mendes criticaram duramente os colegas com frases contundentes como 'até a máfia tem ética', enquanto Mendonça rebateu com firmeza, acusando-o de 'leviandade' e exigindo respeito à sua posição.
Cármen Lúcia defendeu a necessidade de afastar decisões do clamor popular, afirmando que o STF não deve ceder à pressão externa, enquanto Zanin indicou alinhamento com Alexandre de Moraes na expectativa de julgamento unificado. Fachin, apesar de ter voto decisivo na abertura das investigações, foi desacreditado por colegas em momentos-chave da sessão.



