O ex-ministro da Economia Paulo Guedes, figura central no governo Bolsonaro e conhecido como "superministro", participou ativamente de reuniões estratégicas com a O nilX, empresa que captou investidores em criptoativos e stablecoins com promessa de rendimento mensal de até 2,8%, antes de ser alvo de uma stop order da CVM em 2024 por oferta irregular de valores mobiliários e responder a mais de 100 processos judiciais em sete estados.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A apuração revela que a O nilX, apesar da stop order da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) imposta no início de 2024, mantém operações irregulares sob a alegação de que os investimentos em stablecoins são classificados como serviços, não como títulos financeiros, enquanto o Ministério da Fazenda e o Banco Central continuam avaliando os mecanismos de controle e transparência.
O s processos judiciais, distribuídos nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Alagoas e Pará, evidenciam a amplitude do esquema, com investidores que aportaram R$ 876.513,00 e R$ 632.183,33 relatando terem confiado na empresa após encontros com Paulo Guedes, cuja imagem foi utilizada em materiais publicitários para legitimar a segurança do negócio.
Mais de 100 processos judiciais envolvem a O nilX em sete estados enquanto investidores perdem R$ 1.5 milhão em aportes não resgatáveis.
Repercussão Jurídica e Econômica da Crisis
A CVM acionou o Ministério Público para apurar a conduta da O nilX e o papel de Paulo Guedes na promoção do negócio, já que sua participação estratégica gerou confiança no mercado e atraiu novos aportes mesmo após a suspensão regulatória.
Especialistas apontam que o caso pode desencadear mudanças na regulação das stablecoins no Brasil e reforçar a necessidade de transparência na divulgação de rendimentos promissórios em criptoativos.



