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Economia

Copom alerta sobre risco fiscal: crédito subsidiado eleva juros estruturalmente

PorGabriela PereiraVerificadoOrtografia IAPublicado Há 44 min
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Copom alerta sobre risco fiscal: crédito subsidiado eleva juros estruturalmente
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central alertou desde janeiro de 2026 sobre os riscos da política fiscal do governo, destacando que medidas como crédito subsidiado podem elevar juros estruturalmente e dificultar o controle da inflação
  • Em setembro de 2026, o Copom reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano, na quinta redução consecutiva da taxa básica de juros
  • O Copom manteve postura cautelosa, afirmando que o ambiente de incerteza e desancoragem das expectativas exige serenidade na condução da política monetária para assegurar a convergência da inflação à meta
Resumo Editorial

O Copom alerta que o crédito subsidiado de R$ 30 bilhões eleva juros estruturalmente, ameaçando a estabilidade inflacionária e a convergência à meta de 3%.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reiterou, na última reunião de 22 de setembro de 2026, seu alerta sobre os riscos que a política fiscal do governo representa para a estabilidade macroeconômica, destacando que medidas como crédito subsidiado e estímulo à demanda agregada podem elevação da taxa Selic estruturalmente e comprometer a convergência da inflação à meta de 3%.

Contexto Institucional e Histórico da Medida

A ata da reunião, divulgada na terça-feira seguinte, revelou que o Copom reconhece, desde janeiro de 2026, a necessidade de equilibrar estímulos fiscais e monetários, alertando que o uso excessivo de linhas de crédito subsidiado — como o Move Brasil, voltado para motoristas e taxistas com R$ 30 bilhões destinados à renovação de frota — pode gerar pressão inflacionária persistente e distorcer a percepção sobre a sustentabilidade da dívida pública.

Desde então, o Comitê mantém um cenário de cautela diante da desancoragem das expectativas econômicas e dos riscos de um prêmio a termo da curva de juros elevado, reflexo direto da incerteza fiscal que permeia o ambiente institucional.

Ponto de Destaque

O Copom alerta que o estímulo fiscal ao consumo pode elevar permanentemente os juros da economia, comprometendo a eficácia da política monetária e dificultando o controle da inflação.

Repercussão Jurídica e Posicionamentos

Em resposta às críticas do Copom, o Ministério da Fazenda afirmou que as medidas fiscais são temporárias, equilibradas ao longo do ciclo econômico e destinadas a combater o desaceleração do crescimento, reforçando a necessidade de coordenação entre política fiscal e monetária para garantir a estabilidade dos preços.

O BC mantém postura vigilante, indicando que novos ajustes na taxa Selic dependerão da evolução dos indicadores inflacionários e do comportamento do crédito, sem predefinir próximos movimentos diante do cenário de alta incerteza.

Atenção / Ponto Crítico
A inflação projetada em 4,9% ao final de 2026 ultrapassa o teto da meta oficial, exigindo ajuste imediato na condução fiscal para evitar pressupostos mais restritivos no futuro.

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