Na quarta-feira (21 de outubro), Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, reafirmou a retomada da chamada "guerra psicológica" contra a Coreia do Sul, por meio da reinstalação de alto-falantes em toda a fronteira intercoreana, medida programada para entrar em vigor até outubro, segundo comunicado da diretora do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia.
Contexto Histórico e Estratégico da Retomada da Guerra Psicológica
A retomada da guerra psicológica marca uma nova fase de tensões entre as duas Coreias, após a retirada dos equipamentos de difusão de propaganda que ocorreu em agosto de 2025, sob o argumento de que a Coreia do Sul havia iniciado ações militares ao disparar tiros na linha de divisão.
A reinstalação dos alto-falantes, que operarão ao longo de toda a fronteira até outubro, insere-se numa estratégia de pressão psicológica e retórica avançada por Pyongyang, que mantém estado de guerra técnica desde o fim da Guerra da Coréia em 1953, sem jamais ter assinado um tratado de paz definitivo.
O s alto-falantes para guerra psicológica estarão operacionais ao longo de toda a fronteira até outubro
Repercussão O ficial e Diretrizes Estratégicas
A Coreia do Norte declarou estar preparada para responder com força militar qualquer ação que ameace sua segurança territorial, reiterando a disponibilidade das tropas norte-coreanas para ações defensivas em caso de escalada.
O Ministério da Defesa da Coreia do Sul ainda não se manifestou publicamente sobre as implicações operacionais da reinstalação dos alto-falantes, enquanto analistas estratégicos apontam que a medida pode ser utilizada como ferramenta diplomática para pressionar Seul em negociações futuras.



