Pedro Alliana foi empossado como novo presidente do Paraguai após a destituição de Santiago Peña e, em sua primeira mensagem no cargo, ordenou ao governo que tomasse “ações imediatas” para atender as pessoas afetadas pela crise no Ueno Bank. A instituição privada sofreu intervenção recente e possui cerca de 3 milhões de contas de paraguaios. Alliana prometeu que os compatriotas em dificuldade devido ao colapso financeiro serão plenamente compensados, com prioridade aos menos favorecidos, e exigiu resultados concretos da missão.
O banco Ueno, pertencente ao Grupo Vázquez, fechou suas portas na terça-feira (3) depois que o Banco Central do Paraguai iniciou um processo de liquidação ao constatar um déficit nos índices de solvência relacionado a empréstimos concedidos a empresas vinculadas. A instituição concentrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social. Santiago Peña, economista que governou entre 2023 e sua destituição, foi acionista do grupo proprietário até março do ano passado e enfrentou acusações da oposição de conflito de interesses e manipulação regulatória. Antes de deixar o cargo, Peña promulgou uma lei que permitirá aos poupadores recuperar seu dinheiro em menos tempo e afirmou que os responsáveis pelas irregularidades responderão perante a Justiça.
