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Saúde

Família denuncia demora na transferência de mulher com pancreatite grave em Nova Lima

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 21:16
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Família denuncia demora na transferência de mulher com pancreatite grave em Nova Lima
Fatos Rápidos da Notícia
  • Leci Cassiano, de 57 anos, está internada em Nova Lima com pancreatite grave após cirurgia na vesícula
  • Ela necessita urgentemente do procedimento CPRE para desobstruir canais entre vesícula e pâncreas
  • Hospital Nossa Senhora de Lourdes não realiza o procedimento indicado
Resumo Editorial

Leci Cassiano, de 57 anos, aguarda transferência para realizar procedimento urgente de desobstrução de vias biliares após complicações em cirurgia de vesícula.

Leci Cassiano, de 57 anos, encontra-se internada no Hospital Nossa Senhora de Lourdes, em Nova Lima, após desenvolver pancreatite grave. O quadro teve início depois de uma cirurgia para retirada de pedras na vesícula realizada no dia 27 de outubro.

Segundo o irmão da paciente, Silas, Leci recebeu alta no dia seguinte à operação, mas retornou ao hospital ao sentir dores intensas. Os familiares relatam que foi identificada uma obstrução que provocou a inflamação no pâncreas.

O procedimento necessário para o caso é a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), que trata obstruções nas vias biliares e pancreáticas. A unidade onde a paciente está internada não realiza esse tipo de atendimento.

Desde o dia 28, a família tenta encaminhar Leci para um hospital referência. O irmão afirma que o Hospital Júlia Kubitschek, em Belo Horizonte, não poderia realizar o procedimento no momento devido a um equipamento fora de funcionamento e ao período de férias do médico responsável.

A família relatou que a transferência já havia sido solicitada, mas a coordenação de regulação informou que faltavam etapas, como a atualização de exames e do risco cirúrgico no sistema. Os parentes temem que o processo só avance na terça-feira.

Silas alerta que a irmã não está se alimentando, apresenta fraqueza e depende de morfina para controlar as dores. Ele também relatou que o quadro clínico piorou, com alterações na saturação e glicose descontrolada, resultando na transferência da paciente para o CTI.

A Fhemig esclarece que a regulação para procedimentos especializados é responsabilidade do município, que direciona os usuários aos prestadores habilitados da rede SUS. A fundação afirma que o Hospital Júlia Kubitschek possui equipamento e profissional habilitados para a CPRE, mas não é o único prestador apto a realizá-la.

A reportagem procurou o Hospital Nossa Senhora de Lourdes e a Secretaria de Saúde de Nova Lima pelos canais de imprensa e ouvidoria, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.

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Tags:saúde

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