Durante sabatina transmitida pela TV na noite de 15 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, todos do Supremo Tribunal Federal (STF), estariam envolvidos no escândalo do Banco Master, destacando que Alexandre de Moraes seria o mais implicado e que 'tá todo mundo implicado', em declaração que gerou repercussão imediata no cenário institucional e político.
Contexto Institucional e Investigação sobre o Escândalo do Banco Master
O presidente fez as alegações em resposta à pergunta do jornalista sobre a atuação de Alexandre de Moraes no caso que envolve Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, durante entrevista ao programa 'Jornal Nacional', onde detalhou sua visão sobre a suposta conexão entre os magistrados e o esquema financeiro fraudulento.
A apuração revelou que o Banco Master, ao longo de 2023, teria sonegado recursos da Seguridade Social por meio de empréstimos irregulares vinculados a contratos públicos, gerando investigação conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, com documentos obtidos pelo Estado indicando movimentações suspeitas em contas ligadas a assessores próximos ao governo federal.
O presidente afirmou que 'tá todo mundo implicado' entre os quatro ministros do STF envolvidos no escândalo do Banco Master
Repercussão Institucional e Propostas de Reforma Judicial
A classificação dos ministros como 'implicados' por Lula gerou reação imediata da Associação Nacional dos Ministros do STF (Anamem), que repudiou a generalização das acusações sem provas concretas e reafirmou a independência da Corte diante do processo investigativo em curso.
O presidente declarou intenção de instituir mandatos vitalícios para os ministros do STF e criar uma comissão de juristas para propor reforma do Judiciário, visando estabelecer regras mais rígidas de conduta e prevenir conflitos de interesse em transições entre cargos públicos e atividades privadas.



