Na noite de terça-feira (2/9), Miranir de Souza Dias, de 59 anos, veio a falecer após sofrer duas paradas cardiorrespiratórias, em sequência, na madrugada seguinte à realização de uma endoscopia eletiva em clínica particular localizada em Planaltina (DF), onde o histórico clínico indicava apenas hipertensão e exames de rotina, sem comorbidades graves, segundo laudo preliminar da família e apurações policiais que apontam para possível negligência no procedimento.
Investigação Criminal e Apuração das Circunstâncias Clínicas
A denúncia formal foi registrada na 16ª Delegacia de Polícia de Planaltina com base em indícios de possível erro médico durante o procedimento realizado no sábado (29/8) na clínica Endocorp, sob responsabilidade de profissionais que não prestaram esclarecimentos até o momento, conforme depoimento da cunhada Aldeany Sousa, que relata que a paciente foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) após a primeira parada e encaminhada ao Hospital Regional de Planaltina (HRPL), onde permaneceu em estado crítico após uma segunda parada cardiorrespiratória, já intubada e internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Conforme documentação obtida, a família tentou transferir a paciente para um hospital público com estrutura adequada na manhã de domingo (30/8), mas as demandas foram indeferidas devido à ocupação das UTIs e à inexistência de vagas disponíveis em unidades municipais com suporte avançado de vida.
Miranir de Souza Dias morreu após duas paradas cardiorrespiratórias ocorridas em sequência no Hospital Regional de Planaltina, onde permaneceu internada por dois dias após o procedimento na clínica Endocorp.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou o óbito e o encaminhamento do caso ao HRPL, mas afirmou que não abriu ainda investigação formal sobre as causas das paradas cardiorrespiratórias durante e após a endoscopia, sob responsabilidade da unidade privada.
A família ingressou com mandado judicial para garantir transferência a um hospital privado em Ceilândia; a decisão foi cumprida na madrugada de segunda-feira (31/8), permitindo que Miranir fosse atendida em instituição particular até o óbito na terça-feira (2/9).
O entrou em contato com a Encorp, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria; o caso segue aberto para manifestações oficiais e eventual apuração complementar pela Justiça.



