Na terça-feira, 8 de setembro, o presidente da O AB-DF, Paulo Maurício Siqueira, formalizou a abertura de processo ético-disciplinar contra seis sócios do Barci de Moraes Advocacia, escritório ligado à família do ministro Alexandre de Moraes, em decisão motivada por laudos da Polícia Federal vinculados ao inquérito sobre o Banco Master.
Contexto Institucional e Apuração da Investigação
A decisão foi proferida durante sessão extraordinária do Conselho Pleno da O AB-DF, que reuniu-se para analisar os desdobramentos da crise jurídica em curso no âmbito do Supremo Tribunal Federal, com foco nas apurações policiais que identificaram indícios de condutas irregulares por parte dos advogados envolvidos.
O s protocolos da Polícia Federal, divulgados no âmbito da O peração Cúpula, apontaram para possível prática de captação indevida de clientela e uso abusivo da estrutura familiar para fins comerciais, configurando suspeitas de conflito de interesses e violação ao Código de Ética Profissional da categoria.
O presidente da O AB-DF destacou que a advocacia não pode servir como instrumento para a comissão de crimes.
Repercussão Legal e Desdobramentos do Processo
O Tribunal de Ética e Disciplina da O AB-DF terá competência para instruir o processo, concedendo às seis partes envolvidas — Giuliana Barci de Moraes, Alexandre Barci de Moraes, Viviane Barci de Moraes, Ana Cláudia Constante de Moraes, Fernanda Chiuro Valentini Frittoli e Gabriela Barci de Moraes — prazo regimental para apresentar suas defesas.
A medida conta com respaldo institucional e se insere em um contexto mais amplo de tensão entre o Judiciário e a classe advocatícia, especialmente diante das investigações que ameaçam a independência percebida do STF.



