Após intensas precipitações que atingiram São Paulo na quarta‑feira (14), o túnel do Vale do Anhangabaú ficou alagado, deixando motoristas e passageiros ilhados sobre veículos, enquanto o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) reiterou que a estrutura deveria ter sido interditada imediatamente após o evento.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A apuração realizada por esta reportagem constatou que, apesar da declaração do governador durante o lançamento da O peração El Niño, o fechamento imediato do túnel não ocorreu, o que permitiu que a forte vazão da chuva inundasse a via e gerasse situações de risco à segurança pública.
O s registros visuais captados por usuários no local evidenciaram carros parcialmente submersos e ocupantes sentados nos tetos dos veículos, enquanto o Corpo de Bombeiros informou estar mobilizando equipes para o atendimento da emergência; ainda assim, a infraestrutura do túnel, projetada para drenar águas urbanas, revelou-se insuficiente frente à magnitude das precipitações registradas em 14 de abril.
O governador Tarcísio de Freitas afirmou que a capacidade de bombeamento do túnel é inferior à vazão das chuvas que atingiram São Paulo em 14 de abril.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
O prefeito Ricardo Nunes explicou que o fechamento das pistas do túnel é adotado com base nas condições de tráfego e no monitoramento em tempo real, destacando que o sistema de drenagem conta com bombas e telemetria, mas que a prefeitura avaliará a ampliação da capacidade de bombeamento para enfrentar futuras emergências.
A ausência de interdição imediata gerou questionamentos sobre a adequação dos protocolos de segurança municipal e provocou a necessidade de revisão das normas de resposta a eventos extremos, com possíveis implicações jurídicas para a administração pública caso se comprove negligência nos procedimentos de prevenção.



