Rafael Fonteles (PT), governador reeleito do Piauí, anunciou que Emílio Joaquim de Oliveira Júnior permanecerá à frente da Secretaria da Fazenda do estado no próximo mandato. Em publicação nas redes sociais, o petista associou a continuidade da equipe econômica ao compromisso com o equilíbrio fiscal e a manutenção das políticas públicas.
O governador ressaltou que o Piauí lidera o país em investimentos públicos proporcionais à receita e possui classificação B+ de capacidade de pagamento pelo Tesouro Nacional. Segundo ele, as despesas com pessoal correspondem a 38% da receita e o estado figura entre os dois únicos do país sem dívidas com o governo federal, além de apresentar endividamento inferior à metade de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A manifestação ocorre em um cenário de divergências internas no PT sobre os rumos da política econômica para o quarto mandato do presidente Lula. Fonteles é apontado como um dos favoritos para assumir o Ministério da Fazenda, embora tenha declarado que não discutiu a possibilidade de ocupar um cargo no governo federal com o presidente ou outras pessoas.
Integrantes do partido, incluindo a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), manifestaram apoio à proposta do economista André Lara Resende, que sugere a criação de um conselho para integrar políticas fiscal e monetária e defende a redução gradual da taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, para cerca de 7,5% em 12 meses. O ministro da Fazenda negou que a limitação dos juros esteja em discussão no governo.



