O Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo indeferiu, em decisão publicada na última sexta-feira (18/9), a candidatura da policial civil Edjane, filiada ao partido Agir, impedindo sua participação na disputa pelo governo estadual, enquanto o debate sobre segurança pública permanece central nas propostas dos demais candidatos, diante da crescente violência e da demanda social por políticas mais eficazes.
Desafios Institucionais e Contexto Eleitoral da Segurança Pública
A análise das propostas de segurança pública revelou divergências ideológicas significativas entre os candidatos, com o PCB defendendo a desmilitarização da PM e o fortalecimento da inteligência investigativa, enquanto o PT prioriza a integração interinstitucional e a ampliação das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), conforme detalhado em seus programas oficiais enviados ao TSE.
A pesquisa Viver em São Paulo, conduzida pela Rede Nossa São Paulo em janeiro de 2026, apontou que 60% dos moradores da capital paulista consideram o fortalecimento da segurança pública a prioridade máxima para a qualidade de vida, um dado que pressiona os candidatos a apresentarem propostas concretas diante do histórico de violência, inclusive o aumento de 88% no número de mortes causadas por policiais militares em serviço entre 2023 e 2025, conforme registros do Ministério Público de São Paulo.
O número de mortes causadas por policiais militares em serviço em São Paulo subiu de 357 em 2023 para 672 em 2025, um crescimento de 88% em dois anos, segundo o Ministério Público de São Paulo.
Repercussões Jurídicas e Estratégias Futuras para a Segurança Estadual
As propostas de Fernando Haddad (PT) prevêem a criação de uma estrutura permanente que integraria Polícia Civil, Militar, Receita Estadual, Ministério Público, Polícia Federal, Receita Federal, Banco Central e Coaf para rastrear fluxos financeiros do crime organizado, além da ampliação da atuação das DDMs 24 horas diárias e da obrigatoriedade da gravação contínua via bodycams, medidas que buscam aumentar a transparência e a responsabilidade institucional.
Enquanto isso, Izadora Dias (PCO) defende a extinção total da Polícia Militar e as forças repressivas estaduais, propondo substituição por comitês de autodefesa comunitários e fim aos privilégios de militares e magistrados, posicionamento que gera intenso debate sobre o modelo de segurança pública no país.



