A Justiça do Distrito Federal investiga a Naskar Gestão de Ativos por suposto desvio de ao menos R$ 900 milhões captados de milhares de investidores em operação que, segundo o Ministério Público Federal, configura fraude com indícios de inserção no âmbito do Sistema Financeiro Nacional, podendo migrar para competência da Justiça Federal após decisão do Juízo das Garantias da 4ª Vara Criminal.
Contexto Institucional e Procedimentos Investigativos da Naskar Gestão de Ativos
A 4ª Vara Criminal do Distrito Federal mantém investigação aberta sobre a Naskar Gestão de Ativos, empresa acusada de captar recursos superiores a R$ 900 milhões de milhares de investidores por meio de promessas fictícias de venda e aplicação financeira, com operações que envolveram pagamentos via Pix, TED, DOC, cartões e moedas estrangeiras, além de indícios de evasão cambial e lavagem de capitais conforme laudos periciais recentes.
O Ministério Público Federal já denunciou ex-controladores da empresa – Douglas Azara e os sócios Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato – por prática delitiva que pode configurar fraude em instituição financeira e movimentação irregular no Sistema Financeiro Nacional, o que autoriza eventual competência da Justiça Federal.
Mais de R$ 900 milhões foram captados ilegalmente da população investidora em esquema que ainda permanece sob investigação pela Justiça Federal.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Processuais
O Juízo das Garantias da 4ª Vara Criminal reconheceu elementos que indicariam a natureza federal do delito ao analisar indícios de atuação no Sistema Financeiro Nacional, como oferta pública remunerada, contratos compatíveis com investimento coletivo e movimentações patrimoniais complexas envolvendo múltiplas plataformas digitais.
Apesar da tentativa do MPF de manter o julgamento na esfera distrital, o recurso interposto pela defesa deve ser analisado pela 2ª Turma Criminal do TJDFT, enquanto a denúncia contra os quatro acusados permanece suspensa até a definição definitiva da competência, sem risco de arquivamento definitivo.



