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Política

Empresa de Paula Belmonte é alvo de penhora por dever R$ 3 milhões: entenda os detalhes da apuração

PorAnderson CostolliVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 09:35
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Empresa de Paula Belmonte é alvo de penhora por dever R$ 3 milhões: entenda os detalhes da apuração
Fatos Rápidos da Notícia
  • A empresa Alvoran Investimento, Participações e Administração, na qual Paula Belmonte detém participação minoritária de 7%, comprou uma gráfica por R$ 1,7 milhão em junho de 2022 e pagou apenas R$ 200 mil de sinal, deixando de cumprir o restante das parcelas contratuais.
  • Em março de 2023, o ex-dono da Global Gráfica e Editora ajuizou ação de execução contra a Alvoran, com pedido de penhora que foi mantido em agosto e julho de 2023 e confirmado em maio de 2025, totalizando penhora de até R$ 1,64 milhão e 50% de um duplex no Lago Norte, além de quotas imobiliárias vinculadas a Luis Felipe Belmonte.
  • A defesa alega que houve perda de interesse na continuidade do negócio por passivo oculto não informado e que a cláusula resolutiva contratual prevista no artigo 474 do Código Civil autorizava a rescisão e devolução da gráfica ao vendedor com retenção dos valores já pagos, medida que a Justiça ainda não considerou.
Resumo Editorial

A penhora de R$ 1,64 milhão, incluindo 50% de um duplex no Lago Norte, atinge a Alvoran Investimento, onde Paula Belmonte detém 7% de participação minoritária em dívida de mais de R$ 3 milhões originada da inadimplência na aquisição da Global Gráfica.

A Alvoran Investimento, Participações e Administração, empresa na qual a deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) detém participação minoritária de 7%, responde por uma dívida de mais de R$ 3 milhões ao ex-proprietário da Global Gráfica e Editora, que ajuizou ação de execução em março de 2023 e obteve penhora de até R$ 1,64 milhão, incluindo 50% de um duplex no Lago Norte e quotas imobiliárias vinculadas ao seu marido, o advogado Luis Felipe Belmonte.

Contexto Institucional e Histórico da Medida

A aquisição da Global Gráfica, realizada em junho de 2022 pelo valor de R$ 1,7 milhão, envolveu a Alvoran Investimento, empresa administrada por Luis Felipe Belmonte e com Paula Belmonte como sócia minoritária, conforme comprovam os registros do Registro Público de Títulos e Documentos; segundo a denúncia do ex-vendedor, apenas o valor de R$ 200 mil foi pago como sinal, enquanto as cinco parcelas remanescentes previstas no contrato permaneceram em atraso desde novembro de 2022, desencadeando a ação judicial que culminou em penhora judicial confirmada em maio de 2025.

Antecedentes e circunstâncias que motivam o litígio revelam uma operação empresarial marcada por alegações de passivo oculto não declarado e pela inexecução contratual, com a defesa alegando que a cláusula resolutiva prevista no artigo 474 do Código Civil autorizava a rescisão do negócio e a devolução da gráfica ao vendedor com retenção dos valores já pagos, medida que ainda não foi reconhecida pelas instâncias judicais.

Ponto de Destaque

A dívida total ultrapassa R$ 3 milhões, com penhora de R$ 1,64 milhão e 50% de um duplex no Lago Norte.

Repercussão Jurídica e Posicionamentos

A defesa de Paula Belmonte sustenta que o negócio foi descontinuado devido à identificação de passivo oculto não informado durante a fase de due diligence, sustentando que a cláusula resolutiva contratual prevista no artigo 474 do Código Civil autoriza a rescisão automática e a restituição da gráfica ao vendedor com retenção dos valores já quitados, argumento que permanece impugnado nas decisões judiciais até o momento.

O leilão dos quatro imóveis da família Belmonte – dois na Asa Sul, um na Asa Norte e um no Lago Norte – marcado para 14/9 e adiado por falta de intimação da candidata ao GDF, revela que apenas Luis Felipe Belmonte é alvo da cobrança milionária, enquanto 50% dos proventos do leilão deveriam ser destinados à esposa Paula Belmonte segundo decisão judicial anterior.

Atenção / Ponto Crítico
Penhora judicial vigente sobre bens totalizando R$ 1,64 milhão e 50% do valor do duplex no Lago Norte, com risco de execução forçada caso o pagamento da dívida não seja efetuado até o limite legal.

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