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Política

Milei propõe demissão voluntária com compensações para 21 mil servidores argentinos

PorFelipe BorgesVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 14:58
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Milei propõe demissão voluntária com compensações para 21 mil servidores argentinos
Fatos Rápidos da Notícia
  • O governo argentino, liderado pelo presidente Javier Milei, oficializou por meio do Decreto 1.023/2026, publicado em 19 de outubro, um plano de demissão voluntária que pode atingir até 21 mil servidores públicos
  • O programa estará disponível de 1º a 30 de novembro de 2026 e prevê compensações financeiras variáveis, incluindo pagamento de até 60% do salário por até três anos para alguns servidores e indenizações calculadas com base no tempo de serviço
  • A medida reduzirá o quadro funcional ao permitir que os funcionários aderirem ao desligamento não possam retornar ao serviço público nacional por oito anos, após a eliminação de mais de 77 mil postos entre dezembro de 2023 e agosto de 2026
Resumo Editorial

O governo argentino propõe demitir voluntariamente até 21 mil servidores com compensações e proibição de retorno por oito anos, visando economizar US$ 3,2 bilhões.

O governo argentino, sob o comando do presidente Javier Milei, oficializou, por meio do Decreto 1.023/2026 publicado em 19 de outubro, um plano de demissão voluntária que pode alcançar até 21 mil servidores públicos, com compensações financeiras variadas e a proibição de retorno ao cargo público por oito anos, numa iniciativa enquadrada na estratégia estatutária de contenção de gastos e redução do tamanho do Estado.

Contexto Estratégico e Estrutural da Medida de Redução de Funcionários

A norma regulamentar estabelece um programa de desligamento voluntário para servidores da administração pública federal, com compensações que variam de 60% do salário mensal por até três anos — voltado a trabalhadores em fase avançada da carreira — até indenizações calculadas com base no tempo de serviço, conforme critérios de idade e situação previdenciária.

A medida se insere no contexto mais amplo da política econômica mileísta, que já resultou na extinção de mais de 77 mil postos de trabalho entre dezembro de 2023 e agosto de 2026, projetando uma economia estimada em US$ 3,2 bilhões e visando reconfigurar o aparelho estatal para maior eficiência operacional.

Ponto de Destaque

Até 21 mil servidores poderão ser desligados voluntariamente sob o novo plano, com compensações que incluem até 60% do salário por três anos.

Repercussão Sindical e Desafios Institucionais

O sindicato ATE, por meio de seu secretário-geral Rodolfo Aguiar, classificou a iniciativa como pressionada e questionou sua efetiva voluntariedade, alertando para o risco de comprometimento da qualidade dos serviços públicos diante da drástica redução do funcionalismo.

Autoridades governamentais reiteram que a adesão ao programa é livre e defendem a medida como instrumento necessário para equilibrar as contas públicas e garantir a sustentabilidade da máquina estatal.

Atenção / Ponto Crítico
O s servidores que aderirem ao programa terão vedado o retorno ao serviço público nacional por oito anos, com possibilidade de sanções administrativas caso contrariem essa restrição.

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