Belo Horizonte – Na sabatina realizada na segunda-feira (14/9) pelo jornal MG1, da Rede, o candidato ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe (PL) reiterou a defesa do voto impresso, alegando que o sistema eleitoral brasileiro encontra-se fragilizado e impossibilita auditorias efetivas das urnas digitais, apesar das categoricamente contrárias afirmações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Contexto Institucional e Debate Técnico sobre o Sistema Eleitoral
Roscoe, em pronunciamento direto para as câmeras do programa, destacou que a ausência de verificação manual das urna impõe riscos à transparência do processo democrático, defendendo que 'não é possível fazer auditoria das urnas' — frase que sintetiza seu posicionamento frente à resistência institucional do TSE.
O debate ocorreu em um momento de intensificação das críticas à segurança das urnas eletrônicas, com o candidato reforçando que o Registro Digital do Voto (RDV), mecanismo adotado desde 2022 para armazenar cópias digitais aleatórias dos votos, não substitui a conferência física do papel, elemento central nas demandas do segmento conservador.
O candidato afirmou que o sistema eleitoral está em xeque e defendeu o voto impresso como garantia de conferência manual, em clara oposição à política digital adotada pelo TSE.
Repercussão Política e Desafios Eleitorais em Minas Gerais
Roscoe enfrenta erosão de apoio dentro do próprio partido e na base eleitoral mineira, com a ascensão de Cleitinho no segundo turno contra o presidente Lula, colocando em risco seu papel como articulador político do PL no cenário nacional.
A postura do TSE, liderada pelo ministro Nunes Marques — indicado por Jair Bolsonaro em 2022 após o fim do mandato de Carmen Lúcia — tem sido alvo de acusações de parcialidade ideológica por parte da campanha roscoista, que vê nas negativas ao voto impresso uma tentativa de blindar o status quo partidário.



