Na terça‑feira de 15 de setembro, o ouro registrou a terceira queda consecutiva em suas contratos na Comex, encerrando a sessão em US$ 4.396,4 por onça‑troy, enquanto o Brent ultrapassou a marca de US$ 94 por barril, impulsionado pela escalada das hostilidades no O riente Médio e reforçando as expectativas de pressão inflacionária sobre o Federal Reserve.
Contexto Institucional e Movimentação dos Mercados de Metais
O contrato líquido mais negociado do ouro – referência de dezembro na Bolsa de Nova York (Nymex) – registrou baixa de 1,90% em relação ao fechamento anterior, em sintonia com a desaceleração prevista para a política monetária da Fed e com a valorização do petróleo, que atingiu mais de 4% após intensificação dos confrontos no O riente Médio; a prata também recuou 2,43%, cotando‑se a US$ 65,36 por onça‑troy.
As variações observadas nos preços dos metais refletem a convergência entre a expectativa de manutenção de juros mais altos e a persistência da inflação acima da meta do banco central americano há mais de cinco anos, conforme destacado pelo presidente do Federal Reserve, Michael Barr, que afirmou que o Fed agirá de forma decisiva caso os preços não demonstrem tendência de queda consistente.
O ouro encerrou a sessão em US$ 4.396,4 por onça‑troy, sua terceira queda consecutiva em três dias.
Repercussão Jurídica e Estratégias Monetárias
Em pronunciamento recente, o Commerzbank indicou que a decisão do Fed sobre aumento de juros permanece incerta e dependerá da evolução dos dados de emprego e inflação para agosto, reforçando cautela quanto à possibilidade de revisão da política monetária nos próximos meses.
As projeções dos analistas apontam para um cenário volátil: enquanto o petróleo continua a reagir sensivelmente às tensões geopolíticas, o ouro pode beneficiar‑se apenas se os juros permanecerem estáveis ou se houver sinais claros de desaceleração inflacionária nos Estados Unidos.



