Na tarde de segunda-feira (28/09/2026), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou duas operações coordenadas na BR-230 e na BR-316, no Pará, resultando na apreensão de 183,52 m³ de madeira irregular, incluindo 59,52 m³ de Vouacapoua americana (Acapu), espécie ameaçada de extinção, e 124 m³ de madeira ilegal transportada por quatro caminhões sem a Guia Florestal obrigatória.
Apuração e Contexto das O perações de Fiscalização Ambiental
A PRF interceptou cinco caminhões em Marabá e Santa Luzia do Pará entre 28 e 30 de setembro de 2026, após denúncias e monitoramento técnico que confirmaram a ausência de documentação ambiental obrigatória; as cargas foram submetidas à cubagem oficial, revelando irregularidades na extração e transporte de madeira nativa, com destaque para uma carga de Acapu - espécie arbórea em risco crítico de extinção segundo o Cadastro Nacional da Flora Brasileira - transportada sem licença florestal nem Guia Florestal.
As investigações, coordenadas pela PRF em conjunto com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) em Santa Luzia do Pará e a Seagri de Marabá, revelaram padrões recorrentes de desmatamento ilegal na região amazônica, com especial atenção à exploração não autorizada de espécies protegidas como o Acapu, cuja extração é proibida desde 2019 por determinação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).
Foram apreendidas 183,52 m³ de madeira irregular em duas ações da PRF em setembro de 2026, incluindo 59,52 m³ de Acapu, espécie ameaçada de extinção.
Repercussão Legal e Desdobramentos Institucionais
O Ministério Público Federal no Pará abriu inquérito policial para apurar os crimes ambientais cometidos pelos condutores e eventuais intermediários da cadeia produtiva; as autuações administrativas previstas no Código Brasileiro do Meio Ambiente (CBMA) prevê multas que podem chegar a milhões de reais, além da possibilidade de apreensão definitiva dos bens e suspensão das atividades econômicas dos responsáveis.
Especialistas apontam que o caso reforça a necessidade de integração entre fiscalização rodoviária, monitoramento por satélite e combate ao grilagem documental, já que a ausência da Guia Florestal indica redes estruturadas de sonegação no setor madeireiro.



