O Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, é marcado por visitas a cemitérios, orações e homenagens aos entes queridos que partiram. A data pode intensificar emoções e afetar a rotina e a saúde emocional de quem vive o luto ou alguma perda.
A psiquiatra Elaine Bida ressalta que seguir em frente não significa esquecer, mas reconhecer que a pessoa continua tendo um lugar importante na história, mesmo sem estar fisicamente presente. Ela afirma que o luto não possui fórmula ou prazo determinado e que cada pessoa reage à perda de forma diferente.
Entre as orientações da especialista, está permitir-se sentir saudade e reconhecer a falta que o ente querido faz, evitando esconder a tristeza ou evitar lembranças. Preservar boas lembranças por meio de fotografias, músicas, histórias e tradições familiares também auxilia a manter viva a memória de quem morreu.
Manter contato com pessoas de confiança é outro ponto destacado. Conversar, aceitar convites ou simplesmente ter companhia ajuda a atravessar momentos difíceis, sem pressão para superar a perda rapidamente. Retomar gradualmente a rotina, como voltar ao trabalho e retomar pequenos hábitos, pode auxiliar na reorganização da vida após a perda.
A psiquiatra ainda orienta buscar acompanhamento profissional quando o sofrimento e a angústia começam a comprometer atividades cotidianas. Sinais como isolamento intenso, perda de interesse por atividades e dificuldade de retomar a rotina indicam que pode ser necessário procurar ajuda especializada.



