O consumo de sushi no Brasil ganhou popularidade, mas nem toda versão do prato mantém a reputação de comida saudável. Na forma tradicional, o peixe cru fornece proteína e os peixes gordurosos, como salmão e atum, oferecem ômega 3, benéfico para o coração e o cérebro. A alga nori contribui com iodo e minerais, enquanto ingredientes como gengibre, pepino, cebolinha e gergelim adicionam sabor com poucas calorias.
Entre as opções mais leves estão o sashimi, que dispensa o arroz, e o niguiri, composto por uma pequena porção de arroz coberto por peixe, com cerca de 40 a 60 calorias por peça. O problema surge nas adaptações modernas: o hot roll é empanado e frito, o cream cheese é usado em larga escala e o molho tarê funciona como uma calda adocicada à base de shoyu. Uma única peça de hot roll pode ter o dobro das calorias de um niguiri.
Outro ponto de atenção é o arroz temperado com açúcar e vinagre; consumir grandes quantidades de peças pode representar uma ingestão de arroz superior à usada em refeições caseiras. Rodízios também dificultam o controle da quantidade ingerida, podendo ultrapassar 1.500 calorias em uma única noite. O molho de soja é um vilão silencioso pelo alto teor de sódio, com aproximadamente 900 mg por colher de sopa, quase metade do limite diário recomendado pela Organização Mundial da Saúde.
Pessoas que precisam de cuidados especiais incluem gestantes, que devem evitar peixe cru devido a bactérias e parasitas, e moderar o consumo de atum pelo risco de mercúrio, além de indivíduos com imunidade baixa. Para esses casos, versões com peixe cozido, legumes ou skin grelhado são indicadas. O equilíbrio está na escolha do cardápio: priorizar peixe, reduzir frituras e molhos e controlar a quantidade consumida torna o sushi uma refeição adequada.



