As transformações físicas da gravidez levam muitas mulheres a procurarem a cirurgia plástica na tentativa de resgatar a autoestima, mas o impacto dessas mudanças vai além da estética e costuma refletir diretamente na vida sexual. O cirurgião plástico Fabian Fedrizzi observa que pacientes chegam ao consultório sentindo culpa e pressão por um suposto retorno imediato ao padrão anterior, com algumas relatando baixa libido e acreditando que precisam operar para voltar a ser desejadas.
O médico reforça que a cirurgia não devolve a autoestima corroída pela privação de sono, pela falta de rede de apoio ou por comentários invasivos sobre o corpo, e jamais deve ser condição para retomar a sexualidade. Para procedimentos corporais, ele exige pelo menos seis meses após o parto; para cirurgias nas mamas, o prazo é de seis meses após o fim da amamentação. Além disso, é fundamental que a paciente compreenda que intervenções estéticas não recuperam a libido nem tratam disfunções como incontinência urinária.



