Na manhã de 1º de outubro, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, em conjunto com o Ministério Público estadual, deflagrou a O peração Escola de Papel, uma ação coordenada que apura um esquema de desvio e superfaturamento de aproximadamente R$ 1,69 bilhão em contratos de obras públicas destinados a escolas estaduais, envolvendo agentes públicos e empresários com atuação em coordenação técnica e financeira.
Contexto Institucional e Metodologia da Apuração
A investigação, iniciada a partir da análise minuciosa de contratos de obras e serviços emergenciais, identificou indícios de que o procedimento simplificado para pequenas intervenções teria sido instrumentalizado para viabilizar empreendimentos de grande porte sem a obrigatoriedade de licitação, configurando sérias irregularidades na gestão dos recursos públicos.
As apurações revelaram ainda relações entre empresas concorrentes que teriam combinado propostas e desviado verbas por meio de saques em espécie, transferências bancárias e enriquecimento patrimonial de envolvidos, com indícios de distribuição de valores a pessoas ligadas ao quadro técnico e administrativo da Secretaria de Estado de Educação.
O montante investigado chega a R$ 1,69 bilhão, equivalente ao total dos contratos analisados pela O peração Escola de Papel.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos da O peração
As autoridades responsáveis pela operação reforçaram que as medidas cautelares adotadas visam preservar a integrity do processo investigativo e garantir a disponibilidade dos bens investigados, totalizando R$ 19,79 milhões em indisponibilidade, conforme solicitação formal do MPJRJ.
A expectativa é que novas diligências sejam realizadas para apurar o destino final dos recursos e identificar eventuais beneficiários adicionais, com possibilidade de ampliação das investigações para outras frentes contratuais no âmbito da administração pública estadual.



